Macron quer reunir oposição e coletes amarelos para acabar com crise

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O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu  ao primeiro-ministro do país, Édouard Philippe, que se reúna com a oposição e com lideranças do movimento conhecido como coletes amarelos visando buscar uma saída para a crise deflagrada pelos protestos contra a alta dos combustíveis.

Após retornar da Cúpula de Líderes do G20 (que reúne as maiores economias mundiais), em Buenos Aires, o presidente visitou ontem (2) a região mais afetada pelos confrontos entre manifestantes e policiais nos protestos de sábado – o Arco do Triunfo – para verificar de perto os danos provocados ao monumento histórico de Paris.

Macron se reuniu no Palácio do Eliseu com o gabinete de crise instalado para lidar com a situação – formado pelos ministros de Interior, Chistophe Castaner, de Justiça, Nicole Belloubet, e de Ecologia, François de Rugy.

Alta dos impostos

Pela terceira semana seguida, houve um manifestação contra a nova alta dos impostos sobre combustíveis e o custo de vida na França, 682 pessoas foram presas em todo o país (412 em Paris). Além disso, 263 ficaram feridas, cinco delas em estado grave. Do total, 81 eram policiais.

Os confrontos com as forças de segurança e as imagens de depredação de estabelecimentos públicos e privados se reproduziram em Paris, Marselha e Bordeaux. E, apesar da reação do governo, os manifestantes já convocam o próximo ato.

No Facebook, os líderes informais do movimento divulgaram o novo protesto: sábado que vem, em frente ao Palácio do Eliseu.

Mas a infiltração de vândalos e a dificuldade de diferenciá-los dos demais ameaçam demonizar o movimento dos coletes amarelos. Antes dos tumultos de sábado, o grupo era apoiado pela maioria dos franceses, segundo pesquisas realizadas no país.

Mesmo com a pressão das ruas, o governo não parece disposto a voltar atrás no aumento dos impostos sobre os combustíveis.

Dissolução do parlamento

A presidente da Frente Nacional, principal partido de extrema direita do país, Marine Le Pen, e Jean-Luc Mélencho, que comanda o França Insubmissa, da extrema esquerda, pediram neste domingo a dissolução do parlamento e a adoção de um sistema proporcional.

Os dois e o líder do partido Os Republicanos, Laurent Wauquiez, exigiram que o governo desista do reajuste sobre os combustíveis. Já o Partido Socialista, do ex-presidente François Hollande, convocou uma reunião para amanhã para debater a crise nacional.

A ministra da Justiça, Nicole Belloubet, descartou hoje a hipótese de decretar estado de emergência para controlar a situação, uma sugestão que foi feita por um sindicado de policiais e não descartada ontem pelo titular do Ministério do Interior.

Castaner terá que se explicar na terça-feira (4), no Senado, sobre o esquema de segurança montado para o protesto em Paris, considerado por muitos como antiquado, insuficiente e equivocado

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