Projetos de dois cientistas baianos são selecionados e têm recursos de R$ 100 mil

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Dois cientistas baianos tiveram os projetos selecionados, em meio a cerca de dois mil concorrentes no país, para receber um financiamento de R$ 100 mil, cada, do Instituto Serrapilheira, primeira instituição privada de incentivo à pesquisa no Brasil a adotar modelo de chamada pública.

Dos 83 baianos que apresentaram projetos, foram selecionados os pesquisadores Pedro Meirelles, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e Natan Silva Pereira, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Ao todo, no país, 65 ideias científicas foram escolhidas pelos avaliadores do instituto.

Meirelles foi selecionado dentro do tema “informação”, na área ciências da vida, enquanto o projeto de Pereira foi contemplado nas categorias “tempo” e “informação”, na área ciências da terra, conforme as sete categorias estabelecidas pelo edital da instituição.

A chamada pública previa que só poderiam participar da concorrência cientistas que tivessem terminado o doutorado, no máximo, há dez anos. A primeira etapa foi realizada de forma anônima, quando foram eliminados cerca de 90% das propostas inscritas.

Os cientistas selecionados pelo edital terão todo o ano de 2018 para comprovar a viabilidade de suas pesquisas. Após essa etapa, uma nova triagem selecionará até 12 projetos, que serão contemplados com R$ 1 milhão, para serem gastos em três anos.

Pesquisa

Professor adjunto do Instituto de Biologia da Ufba, Meirelles foi selecionado com o projeto “Impactos das mudanças climáticas em microbiomas, fixação de carbono e qualidade da água em aquíferos”, cuja pesquisa será desenvolvida na própria universidade baiana.

O pesquisador antecipa que os recursos serão aplicados para a aquisição de equipamentos de ponta, compra de reagentes químicos, expedições científicas e pagamento de pessoal. A liberação da verba para o desenvolvimento da pesquisa está prevista para ocorrer já no próximo mês.

Investimento

Segundo Meirelles, serão feitos experimentos em laboratório para simular os efeitos das mudanças climáticas na qualidade da água. “A ideia é promover uma abordagem pioneira para estudar o ambiente das águas subterrâneas, que compõem um sistema muito importante para o país”, diz.

Conforme o pesquisador, um dos objetivos do projeto é conhecer os recursos genéticos dos micro-organismos existentes na água. “Feito isso, seremos capazes de utilizá-los para descontaminação e na própria indústria, com genes de interesse comercial”, vislumbra.

Meirelles ressalta a importância do formato do edital, sobretudo, em meio a um cenário de contingenciamento de gastos com educação e pesquisa. “Isso mostra que podemos fazer ciência de ponta na Bahia, na universidade pública, o que me dá esperança e alegria”, afirma.

Fonte: A Tarde

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