Rui pretende privatizar estatais para conter crise na Bahia

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O Governador de Estado da Bahia, Rui Costa (PT) reafirmou nesta última segunda-feira (19), em uma reunião do Conselho Político que pretende privatizar algumas estatais para diminuir o rombo desenvolvido com a questão fiscal e financeira do estado. Sua principal preocupação é com o deficit previdenciário que pode fechar com R$ 4 bilhões de reais.

Conforme as declarações do próprio gestor, a partir de agora, para enfrentar o prolongamento da crise, precisará fazer alterações na estrutura do seu governo. 

“Esperávamos que a crise pudesse ser superada, mas não há sinais no horizonte de que haverá reversão em curto prazo. Então vamos nos preparar para que a gente consiga manter o pagamento dos servidores em dia e honrar os compromissos do estado. Para isso nós devemos enxugar um pouco a máquina do estado, vamos fazer mais ajustes para, inclusive, enfrentar o déficit previdenciário. A Bahia vai fechar esse ano com déficit de R$ 4 bilhões, que daria para fazer 40 hospitais metropolitanos a R$ 100 milhões”, reforçou, justificando que a Bahia soma 22 mil pessoas aposentadas em quatro anos, o que seria um recorde absoluto. 

“Com isso, o que já era grave virou dramático. Com a aceleração das aposentadorias, não conseguimos manter as contas em pé e vamos ter que aprovar medidas urgentes para que a Bahia não repita o que aconteceu com 18 estados brasileiros, onde alguns até hoje parcelam salários do ano passado”, explicitou. 

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), não estaria no rol das privatizações, levando em consideração a Medida Provisória 844/18, que reformula o marco legal do setor de saneamento básico. 

A principal mudança na legislação é a previsão de que a Agência Nacional de Águas (ANA) atuará como reguladora dos serviços públicos de saneamento básico, que abrange as atividades de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana. O objetivo da medida, segundo o governo, é permitir a uniformidade e a padronização das normas regulatórias do setor, dando segurança jurídica para novos investimentos.

 

Informações do BN 

 

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