Confrontos na Bolívia deixam 23 mortos em quase um mês de protestos

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmou que já são “pelo menos” 23 mortos e 715 pessoas feridas desde o início das manifestações na Bolívia, que já ocorrem há quase um mês no país, de acordo com o último levantamento da entidade, que foi divulgado em uma rede social neste sábado (16).

A comissão também denunciou como “grave” um decreto do governo interino de Jeanine Áñez que autoriza a participação das Forças Armadas na conservação da ordem pública e isenta-as de responsabilidades criminais.

Segundo o ex-presidente Evo Morales, que renunciou ao cargo e buscou asilo no México, o decreto é “uma carta branca de impunidade para massacrar o povo”.

No Decreto 4078, aprovado na quinta-feira (14), de acordo com a France Presse, o governo provisório autoriza a participação militar na restauração da ordem pública e isenta as forças militares da responsabilidade criminal.

“O grave decreto da Bolívia ignora os padrões internacionais de direitos humanos e, por seu estilo, estimula a repressão violenta”, disse a CIDH em uma série de tweets.

Apenas na sexta-feira, a CIDH registrou nove mortes após um confronto entre apoiadores do ex-presidente e as forças policiais em Cochabamba.

G1

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