Dívida pública sobe 14,3% em 2017, para R$ 3,55 trilhões e bate recorde

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A dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, teve aumento de 14,3% em 2017, para R$ 3,55 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (25).

Trata-se do maior patamar da série histórica, que começa em 2004. No fim de 2015 e de 2016, respectivamente, a dívida estava em R$ 2,79 trilhões e em R$ 3,11 trilhões.

Segundo os números oficiais do governo, a dívida pública subiu R$ 447,15 bilhões no ano passado, dos quais R$ 328,14 bilhões referem-se às despesas com juros e R$ 119 bilhões à emissão líquida (acima do volume de resgates) de títulos públicos no mercado.

A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

Aumento nos últimos anos

Segundo os dados do Tesouro, nos últimos 10 anos a dívida pública mais que dobrou: em 2007, o estoque da dívida estava em R$ 1,33 trilhão, subindo para R$ 2,12 trilhões no fechamento de 2012 e para R$ 3,55 trilhões no fim do ano passado.

Da expansão da dívida pública, de cerca de R$ 2,22 trilhões nos últimos dez anos, mais de R$ 400 bilhões referem-se a emissões de títulos públicos para capitalizar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição controlada pelo governo federal e que foi responsável por financiar grandes projetos de infraestrutura no país nos últimos anos.

Porém, parte desse valor (R$ 150 bilhões) já retornou para o Tesouro Nacional, que utilizou os valores para baixar a dívida pública. Para 2018, há a expectativa de uma nova devolução, no valor de R$ 130 bilhões.

A redução do papel do BNDES, sinalizada pelo governo do presidente Michel Temer, porém, deixa dúvidas sobre o financiamento de projetos que vão, inclusive, ajudar na retomada do crescimento do país nos próximos anos. Parte desse dinheiro terá que vir, por exemplo, de bancos privados e de investidores.

Dívidas interna e externa

No caso da dívida interna, segundo informou o Tesouro Nacional, foi registrado um aumento de 14,43% em 2017, para R$ 3,43 trilhões. Neste caso, o crescimento foi de R$ 449 bilhões.

Já no caso da dívida externa brasileira, resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, o governo contabilizou uma queda de 0,09% em 2017, para R$ 123,78 bilhões. A redução da dívida externa foi de R$ 2,73 bilhões.

Compradores

Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna registrou queda no ano passado. Em dezembro de 2017, os não residentes detinham 12,12% do total da dívida interna (R$ 416 bilhões) contra 14,33% (R$ 427 bilhões) no fim de 2016.

Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás dos fundos de previdência, com R$ 874 bilhões ou 25,4% do total; dos fundos de investimento, com R$ 864,9 bilhões, ou 25,18% do total, e das instituições financeiras (22,3% do total, ou R$ 766 bilhões).

 Fonte: G1
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