Prefeitos Baianos são investigados por desviarem aproximadamente 200 milhões de reais em licitações

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As três cidades do Extremo Sul da Bahia, Eunápolis, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro,  estão sendo alvo na manhã desta terça-feira (07) de uma operação da Polícia Federal que investiga  contratos fraudados em valores de aproximadamente R$ 200 milhões. Segundo a PF a operação, batizada de Fraternos, tem o objetivo de “desarticular organização criminosa criada por prefeitos parentes entre si, responsáveis por fraudar licitações nas prefeituras”.

Os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (PSD), de Eunápolis, Claudia Oliveira (PSD), de Porto Seguro, e Agnelo Santos (PSD), de Santa Cruz Cabrália, foram afastados dos cargos por ordem da Justiça Federal e ainda são alvos de mandados de condução coercitiva – quando são levados para prestar depoimento. O CORREIO entrou em contato com as prefeituras, mas não teve retorno até o momento. A PF chegou a pedir a prisão dos três prefeitos, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou.

Em 2012, quando ainda era candidata, Claudia apareceu em um vídeo debochando sobre um possível desvio de verba de orçamento da cidade, onde dos dois bilhões de reais utilizados para a construção de uma ponte, um bilhão seria desviado para ela.

As investigações, de acordo com a investigação da PF,  apontam que as prefeituras envolvidas contratavam empresas relacionadas ao grupo familiar para fraudar licitações, simulando a competição entre elas. “Após a contratação, parte do dinheiro repassado pelas Prefeituras era desviado, utilizando-se de “contas de passagem” em nomes de terceiros para dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados, que, em regra, retornavam para membros da organização criminosa, inclusive através repasses a empresa de um dos prefeitos investigados. Essas mesmas empresas também eram utilizadas para a lavagem do dinheiro ilicitamente desviado”, afirmou a PF, em nota.   

“Os policiais identificaram uma verdadeira “ciranda da propina” na qual as empresas dos parentes revezavam as vitórias das licitações para camuflar o esquema e, em muitos casos, chegavam ao extremo de repassar a totalidade do valor contratado na mesma data do recebimento a outras empresas da família. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa (Art. 2º, Lei 12.850/13), fraude à licitação (Art. 89 e 98, Lei 8.666/93), corrupção ativa e passiva (Arts. 317 e 333, CP) e lavagem de capitais (Art. 1º, Lei 9.613/98)”, destacou a PF. 

 

Fonte: Correio

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