Sonda chinesa Tianwen-1 entra na órbita de Marte dentro de cinco dias

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“O local fica na encruzilhada de vários oceanos antigos”, explicou. “Os cientistas acreditam que o local tem grande valor científico e é provável que alcance resultados inesperados”, descreveu.

A Tianwen-1 está no espaço há quase 24 semanas e estava a cerca de 81 milhões de milhas (130 milhões de quilômetros) da Terra e a 5,15 milhões de milhas (8,3 milhões de quilômetros) de Marte no dia 3 de janeiro, horário de Pequim, de acordo com a agência espacial chinesa.

A distância entre a Terra e Marte depende das órbitas de ambos os planetas e pode variar entre 55 milhões e 400 milhões de quilômetros.

O diretor da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, Bao Weimin, disse que a desaceleração vai ser crucial para o sucesso da missão porque, se falhar, será uma “nave perdida” no sistema solar.

“Durante a operação, os sistemas de orientação, navegação e controle desempenharão os papéis principais, pois serão responsáveis por calcular e ajustar cada manobra”, afirmou Bao.

A nave já realizou três correções de meio curso e uma manobra orbital no espaço profundo, de acordo com o jornal oficial Diário do Povo.

A grande distância entre a Terra e Tianwen-1 significa um atraso de comunicação, à velocidade da luz, de cerca de dez minutos. Isso porque é impossível o controle da sonda em tempo real. O equipamento recolher as informações e ordens de execução enviadas da Terra, e realizar as manobras após o computador de bordo reconhecer os comandos.

Após entrar em órbita, a Tianwen-1 deverá preparar a tentativa de pouso do rover da missão. O orbitador começará a localizar o principal local de pouso pré-estabelecido, dentro da enorme bacia de impacto Utopia Planitia, ao sul do local de pouso Viking 2 da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Esta manobra não será realizada logo após a chegada. De acordo com a CNSA, a aterrissagem só ocorrerá em maio.

Se tudo correr como o previsto, o rover Tianwen-1, de cerca de 240 quilos, alimentado a energia solar, investigará as características da superfície e a distribuição potencial de água-gelo com seu instrumento Radar de Exploração de Subsuperfície.

O rover chinês também analisará a composição do material da superfície e as características do clima marciano e do ambiente.

A agência espacial do país asiático tem pelo menos mais três missões desse tipo programadas: a exploração de asteroides, por volta de 2024; outra missão a Marte para recolher amostras, em 2030; e uma missão de exploração, no mesmo ano, a Júpiter.

Nos últimos anos, Pequim investiu intensamente em seu programa espacial e, em janeiro de 2019, a sonda lunar Chang`e 4 pousou no lado oculto da Lua, não visível da Terra, um marco nunca alcançado na história da exploração espacial.

A missão Tianwen-1 vai juntar-se ao rover Perseverance Mars 2020, da Nasa, e ao orbital Hope Mars, dos Emirados Árabes Unidos.

Agência Brasil

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